segunda-feira, 26 de março de 2007




“DECIFRA-ME OU TE DEVORO...” –
E não é que a Esfinge de Gizé tinha razão?

por Danny Doo


Dizem que Tpm é “privilégio” feminino. Mas desconfio que alguns muchachos também sofram desse mal. Ou pelo menos as reações são parecidas.

Alguns homens simplesmente não acreditam que a mulher fica diferente quando ocorre essa mudança na ordem dos hormônios, afetando sua sensibilidade e eficiência no auto-controle.

Alterações bruscas acontecem nas relações, porque insistimos em não compreender o outro. Independente do sexo (masculino e feminino), temos variações de humor em maior e menor grau, dependendo da pessoa. Uma frase célebre de Cristo “Ame o próximo como a ti mesmo” é fantástica e faria maravilhas se a levássemos a sério.

Mas nem tudo é Tpm, falta de grana ou variações de humor.

Muitas vezes não nos conhecemos de verdade e por conseqüência, não entendemos nossas escolhas e reações inesperadas e equivocadas.

Quando alguém descobre como funciona o próprio organismo (físico e estrutura mental) pode até se equivocar, mas será num grau de consciência diferente e sofrerá bem menos...

Uma vez ouvi a expressão: “Esse cara tem o fio desencapado, por qualquer coisa explode!”; tem também o ditado popular “Pessoa do pavio curto”.

Infelizmente isso é mais complexo do que imaginamos, e pouco tem a ver com a falta de educação de alguém.

Existem pessoas que camuflam melhor, uma tempestade interna que geralmente surge e assusta nos momentos de explosão repentina. E ouve-se: “fulano é tão calmo, mas de repente estoura!”.

Fios desencapados, pavio curto, camuflagem de bombas internas...Cada um se vira como pode, mas o buraco ainda é mais embaixo!

Sempre gostei de ler artigos e livros que desvendam a mente humana e nossas reações. E nessa via sacra pra tentar entender varias coisas e episódios vividos dentro e fora do circulo familiar, comecei a de certa forma compreender algumas coisas. Embora o lidar na prática nem sempre é eficaz, a compreensão ameniza muita coisa.


E descobre-se que muita confusão poderia ser evitada de seguíssemos o dito da esfinge de Gizé: “DECIFRA-ME OU TE DEVORO”. Ou seja, ou você aprende como funciona o “organismo mental e físico do outro” ou estará fadado ao fracasso no relacionamento com essa pessoa. Altos e baixos sempre vão ocorrer, mas aprender a “Surfar” nessa tempestade cerebral permitirá que você não morra afogado.

Isso pra tudo se formos parar para pensar. Ou eu resolvo entender como o processo funciona, ou não terei sucesso para realizar qualquer empreitada com o objeto em questão.

Relações profissionais, pessoais, familiares. É tudo muito complexo e nunca atingiremos a perfeição, mas as coisas poderão melhorar se os lados aprenderem a ceder e entender o que há na "outra face da lua”, nas entrelinhas, no verdadeiro self. Ao invés de querer sempre podar, podemos a partir do entendimento do outro, tentar ajudar ou simplesmente não se envolver. Temos escolha, mas viver dando murro em ponta de faca além de ingênuo é burrice.

2 comentários:

rogerio disse...

deus já está resolvendo a questão, colocando no planeta cada vez mais homens pensando que são mulheres, e mulheres pensando que são homens! =)

Danny Doo disse...

hahahaha!!!
boa boa!!!

Danny doo